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Cisco Live Magazine
CLM
:
Em termos tecnológicos, qual é o
principal desafio do banco atualmente?
AS:
Um dos nossos principais desafios é usar
a tecnologia para oferecer produtos e serviços
relevantes, na velocidade que o cliente precisar.
É algo que requer uma revolução na forma de
pensar e entregar soluções de tecnologia. Isso
passa pela evolução contínua da nossa plataforma,
pela adoção de um modelo de trabalho que
eleva a produtividade e fomenta a inovação e a
colaboração e, claro, pela atração, desenvolvimento
e retenção de talentos.
CLM:
Como o banco tem seguido sua jornada
para cloud?
AS
: Iniciamos esta trajetória já há alguns anos com a
construção das fundações da nossa cloud privada.
Em seguida, ampliamos o uso desta infraestrutura
e realizamos experimentações para o uso de cloud
pública. Agora, nosso foco está em evoluir para
multi-cloud por meio de parcerias com fornecedores
de cloud pública – tudo isso pensando sempre em
oferecer a melhor experiência e garantir disponibilidade
dos nossos serviços para os nossos clientes.
CLM:
Como o Itaú observa a aplicação do
conceito Internet das Coisas (IoT) dentro do setor
e o que tem feito nesta frente?
AS
: A Internet das Coisas nos dá insumos para
tomarmos decisões mais inteligentes. Por isso,
entendemos que oferece grandes possibilidades de
aplicação, tanto em atividades mais operacionais -
como a manutenção da segurança das agências -,
quanto mais estratégicas, na contratação de produtos
ou concessão de crédito.
CLM:
O que esperar com relação ao futuro do
atendimento e que tendências tecnológicas (ou de
mercado) ainda virão para transformar o setor?
AS:
Podemos esperar modelos de atendimento
que estarão cada vez mais centrados no cliente.
A inteligência no uso de dados desempenhará
um papel fundamental nesse processo, já que
possibilita um entendimento profundo do cliente e,
consequentemente, a criação de experiências cada
vez mais customizadas.
No último ano, por exemplo, desenvolvemos,
com a utilização de técnicas de machine learning,
algoritmos capazes de interpretar os sentimentos nas
mensagens de texto recebidas em nossas centrais
de atendimento. Em outras palavras, criamos a
capacidade de entender como o cliente se sente,
sem ter que questioná-lo diretamente. Isso permite
uma atuação mais proativa, ágil e personalizada na
resolução de eventuais problemas.
CLM:
O Itaú é o cliente mais antigo da Cisco no
Brasil, pois usa nossas tecnologias há mais de
25 anos. Como vê a participação da Cisco neste
processo de inovação da base tecnológica do País
como um todo e particularmente dos bancos?
AS:
Do ponto de vista de infraestrutura de tecnologia
de rede, a Cisco foi a pioneira no Brasil. Para nós, é
uma referência em qualidade da prestação de serviço,
maturidade das soluções e também na capacitação
de profissionais para a área.
CLM:
De que forma a Cisco tem apoiado o Itaú em
sua jornada de transformação digital?
AS:
A Cisco apoia a nossa jornada de transformação
digital com soluções de infraestrutura tecnológica.
Em um dos projetos, por exemplo, conseguimos
transformar o meio de comunicação das agências
com a disponibilização de mais banda (rede com mais
velocidade e qualidade) a um custo muito menor. Isso
permitirá oferecer no local outros tipos de serviços
que agregam valor para o cliente, como Wi-Fi e
videoconferência com especialistas.
CLM:
Pensando em termos de oferta Cisco,
como avalia a evolução da empresa no Brasil ao
longo destes 25 anos?
AS
: Entendo que a Cisco desempenhou um
papel fundamental ao longo dos últimos anos, ao
pavimentar uma infraestrutura tecnológica capaz
de viabilizar todos os serviços que hoje utilizam a
internet. Sem dúvida, em um balanço geral, podemos
dizer que a empresa transformou a rede no País.
CLM:
O que o Itaú espera dos próximos anos de
sua parceria com a Cisco?
AS:
A Cisco tem sido um parceiro muito relevante
na jornada de construção do banco há 25 anos.
Honrando este passo e olhando para o futuro,
esperamos poder contar com a Cisco na construção,
a cada dia, de uma das melhores instituições
financeiras do mundo.
ENTREVISTA